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Saiba quem é o professor de música suspeito de estuprar e engravidar aluna de 14 anos

Alexandro, 47, fundador do Pelotão Brigadista, foi preso preventivamente após o MP apontar indícios de coação de testemunhas durante as investigações

Publicado em 15/07/2026 às 10:02

Alexandro Couto Basto, fundador e regente do Pelotão Brigadista em Coelho Neto (Foto: Reprodução)

A prisão preventiva do professor de música Alexandro Couto Basto, de 47 anos, conhecido como "Alex", deu novos desdobramentos à investigação que apura o suposto estupro de uma adolescente de 14 anos em Coelho Neto. A medida foi decretada pela Justiça a pedido do Ministério Público do Maranhão, que apontou indícios de que o investigado estaria coagindo testemunhas e tentando interferir no andamento das investigações.

Além de professor da rede municipal de ensino, Alexandro é fundador e regente do Pelotão Brigadista, projeto criado há cerca de dez anos com o objetivo de oferecer formação musical e noções de primeiros socorros a crianças e adolescentes.

Ao longo desse período, o projeto ganhou visibilidade por participar de desfiles cívicos, inaugurações, eventos públicos e apresentações culturais. Além da banda marcial, também passou a desenvolver atividades de dança e teatro.

Em entrevista concedida ao Portal da Cidade, em agosto de 2022, o professor afirmou que a iniciativa buscava incentivar a educação, a cultura, a disciplina e o trabalho em equipe entre os jovens, além de afastá-los da ociosidade. Na época, ele também disse que pretendia transformar o projeto em uma associação cultural para ampliar o atendimento a adolescentes de Coelho Neto e municípios vizinhos.

Entenda o caso:

Segundo o inquérito policial, o crime teria ocorrido por volta das 23h do dia 11 de fevereiro deste ano.

De acordo com as investigações, Alexandro teria convidado a adolescente para participar de um ensaio do Pelotão Brigadista. Posteriormente, a atividade foi cancelada e parte do grupo seguiu para a cidade de Duque Bacelar para fazer um lanche.

No retorno, conforme apurado pela Polícia Civil, o professor ofereceu uma carona à adolescente sob a justificativa de levá-la para casa. Durante o trajeto, ele teria passado a tocar nas partes íntimas da vítima e desviado o percurso para uma área de mata nas proximidades de um parque de vaquejadas, às margens da MA-034, no sentido de Duque Bacelar, onde o estupro teria sido praticado.

A adolescente permaneceu em silêncio por medo e contou o ocorrido apenas a uma amiga. Cerca de dois meses depois, após apresentar problemas de saúde, procurou atendimento médico e descobriu que estava grávida. A amiga, então, relatou o caso à mãe da vítima, que registrou a ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de Coelho Neto.

Prisão preventiva:

Durante a investigação, a Justiça concedeu medida protetiva de urgência em favor da adolescente e determinou o afastamento imediato do investigado de qualquer atividade educacional ou musical que envolvesse crianças e adolescentes.

Em cumprimento à decisão judicial, Alexandro foi exonerado do cargo de professor da Secretaria Municipal de Educação coelhonetense.

Posteriormente, a 1ª Vara Criminal decretou sua prisão preventiva após representação do Ministério Público Estadual. Segundo a Polícia Civil, a medida foi fundamentada em indícios de que o investigado estaria coagindo testemunhas e tentando interferir na produção de provas.

Alexandro era aguardado na Delegacia de Coelho Neto, mas se apresentou na 17ª Delegacia Regional de Caxias acompanhado de advogado. Após os procedimentos legais, foi encaminhado à Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) de Caxias.

Ele deverá passar por audiência de custódia na tarde desta quarta-feira (15), permanecendo à disposição do Poder Judiciário.

Fonte: Portal da Cidade Coelho Neto

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