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quase 200 votos

De emprego a enxoval: caderno apreendido em Afonso Cunha indica suposta compra de votos

Páginas obtidas pela reportagem mencionam benefícios e serviços que estariam ligados a compromissos eleitorais para 2028

Publicado em 01/10/2026 às 11:07
Atualizado em

Anotações de caderno apreendido por suspeita de compra de votos (Foto: Reprodução)

Um caderno apreendido durante uma abordagem na noite dessa quarta-feira (30), no povoado Santa Rita, na zona rural de Afonso Cunha, continha anotações que levantam suspeitas de negociação de benefícios em troca de votos. Nas páginas obtidas pela reportagem, os registros fazem referência a mais de 170 votos e a supostos compromissos para as eleições municipais de 2028.

Entre as anotações, aparecem referências a emprego de motorista com habilitação nas categorias A e D, amortecedor e kit para motocicleta, ajuda para realização de aniversário, roda de moto, enxoval, arame farpado, frete de madeira e consultas médicas. Parte dos registros estava acompanhada da indicação “ok”, cujo significado ainda precisa ser esclarecido na apuração.


Os supostos compromissos envolviam moradores dos povoados PC Moura, Ingá, Alagadiço e Cocau, além da sede de Afonso Cunha. As anotações, por si só, não permitem confirmar se os benefícios foram entregues ou se houve efetiva compra de votos.

Segundo a polícia, o caderno foi encontrado em um Toyota Etios branco, com placa de São Luís. No veículo também havia materiais de campanha com imagens de Arquimedes Bacelar, Eduardo Braide e dos candidatos a deputado estadual Segundo e federal, Aldir, ambos do PL.

Durante a abordagem, foram encontrados R$ 960 em espécie com uma das ocupantes. A equipe também recolheu celulares e localizou duas notas de combustível em nome de Arquimedes Bacelar, que teriam sido utilizadas para abastecer o carro.

Os três ocupantes, identificados como Beatriz de Sousa, Carlos Alberto e Francisca Maria, foram conduzidos à sede da Polícia Federal em Caxias para os procedimentos relacionados à suspeita de compra de votos.

Até o momento, a reportagem não dispõe de confirmação sobre eventual liberação dos envolvidos nem sobre as conclusões da análise do material apreendido.

Procurado pela reportagem, o ex-prefeito Arquimedes Bacelar negou a existência de compra de votos e afirmou confiar na Justiça. “Não existe compra de votos, tenho total confiança no Poder Judiciário e na sua imparcialidade no julgamento”, declarou.





Fonte: Portal da Cidade Coelho Neto

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